documentário da cnn discute a proibição da maconha medicinal

14ago13

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no último fim de semana a cnn exibiu um documentário sobre maconha medicinal que vem causando alvoroço nas redes sociais e na mídia em geral. produzido por sanjay gupta, correspondente-chefe da emissora para assuntos de saúde, o documentário defende que a maconha pode ser usada com sucesso para tratamento de várias doenças e isso só não acontece por preconceito e falta de vontade da classe médica em estudar a planta.

o filme aponta que, de todos os estudos feitos nos estados unidos sobre a cannabis, 94% são sobre os malefícios da substância. apenas 6% dos estudos visam pesquisar sobre os benefícios. daí já dá para se ter uma noção de como o viés dos estudos está totalmente equivocado e carregado de pré-conceitos.

o próprio sanjay, que era ferrenho detrator da maconha dentro da classe médica, fez um mea culpa e escreveu um artigo no site da emissora pedindo desculpas por informar o público de forma errônea a respeito da cannabis durante todos esses anos. ele diz que, quando resolveu estudar a fundo o assunto, percebeu o tamanho da bobagem que é dita sobre a substância na grande imprensa e resolveu produzir o documentário para provar que a proibição da substância para fins médicos se apóia basicamente na desinformação e na defesa de interesses econômicos.

nos estados unidos, por exemplo, é proibido plantar maconha em laboratórios, faculdades ou centros de estudos para fins de pesquisa. estas instituições precisam ter autorizações especiais do governo, mas a burocracia para obter tais licenças é tão grande que às vezes nem vale a pena tentar conseguí-las.

no documentário é mostrado o caso de charlotte web, uma garotinha de 5 anos de idade que possui um caso grave de epilepsia. ela e a irmã gêmea tiveram gestações normais e partos tranquilos, mas aos três meses de idade ela começou a ter convulsões. mesmo sob medicação pesada, o caso dela só piorava dia após dia. houve um momento em que ela chegava a ter quase 300 convulsões por semana.

depois de testarem todos os medicamentos possíveis e verem a menina vivendo em estado quase vegetativo devido às doses cavalares de remédios, os pais da criança resolveram apelar para a maconha medicinal. ela então passou a usar uma maconha especial, modificada geneticamente, com o nível de thc (o princípio ativo que dá o “barato”) reduzido a quase zero e o de cbd (outra substância presente na cannabis) mais alto.

como a maconha retarda a atividade cerebral, as convulsões praticamente cessaram. hoje a menina já consegue falar, comer e até andar de bicicleta sozinha vivendo uma vida que ainda inspira cuidados, mas um pouco mais parecida com a de qualquer outra garota da mesma idade.

veja o documentário e tire suas próprias conclusões, repare na odisséia que a família da garota teve que enfrentar para encontrar um produtor de cannabis que aceitasse vender a substância para salvar a vida de uma menina de 5 anos de idade.

grande parte da classe médica mundial não tem dúvidas que a cura para grande parte das doenças que afligem o homem está escondida em plantas da amazônia, tanto é que os maiores laboratórios do mundo vêm aqui (às vezes até de forma ilegal) para realizar pesquisas e criar “fórmulas mágicas” a partir de plantas e animais. mas só a maconha é taxada de planta malígna.

até entendo (apesar de achar absurdo) quem tem birra com o uso recreativo da maconha, mas daí a continuar nessa ladainha de não querer discutir o uso da planta para outros fins é de uma cretinice abissal.

já estamos em 2013, vamos andar pra frente, por favor.



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