o grande hit do pharrell em 2013

03jun13

pharrel

nesse primeiro semestre o pharrell causou burburinho por causa da colaboração dele com o nile rodgers e com o daft punk na música “get lucky” e ninguém passou incólume pelo hype mesmo ela não sendo a última bolacha do pacote como foi alardeado por aí.

não me entenda mal, eu acho “get lucky” muito foda, hit de pista e tal, mas não tive orgasmos múltiplos e nem a considero como a melhor música do daft punk como muitos tentaram me vender. é apenas muito boa mas, em se tratando de daft punk eu esperava muito mais. achei que a produção ficou muito simples e não explorou bem o potencial do nile, do pharrell e muito menos do próprio daft punk.

pra mim, o resultado final ficou parecendo uma música qualquer do chromeo, o que não é necessariamente ruim, mas também não tem nada de espetacular. já existem remixes e mashups bem melhores que a original, vai por mim.

se o pharrell deixou a desejar em “get lucky”, ele acertou lindamente em “blurred lines”, parceria dele com o cantor robin thicke e o rapper T.I onde, assim como na parceria com o daft punk, a aposta é no funk/soul setentista (né marvin?) com pitadas de michael jackson e uma vibe contemporânea que às vezes lembra o lcd soundsystem.

a música já está bombando nos eua e fez o disco de mesmo nome chegar ao 2º lugar da billboard e agora já começa a invadir a europa, terra dos festivais de verão que começam logo mais.

além de ser muito boa, um dos motivos que alavancou a canção na terra do obama foi o fato do videoclipe da música ter sido banido do youtube por “ferir os termos de uso” do site. no vídeo, os cantores aparecem rodeados de gatas dançando e cometendo altas peladezas, pra variar.

blurred lines

posteriormente, foi lançado uma versão “limpinha” do clipe para agradar as pessoas que zelam pelas tradições e bons costumes que ficou totalmente sem graça, já que a música em si versa sobre putaria e essas coisas. achei que ficou parecendo propaganda de perfume, perdeu o propósito.

além da polêmica do clipe, algumas pessoas tentaram imputar um tom misógino à canção dizendo que ela degrada a mulher e tal. eu, sinceramente, acho que não é o caso.

o problema é que a canção (e a putaria) só fica verossímil se o intérprete tiver confiança e uma certa marra e, convenhamos, o robin thicke não é esse cara, ele é muito almofadinha para o trabalho e meio que desconhecido do grande público o que acaba fazendo a música se virar contra o autor. se fosse o justin timberlake (que é só um pouco menos coxinha) talvez a história fosse outra, vai saber.

se há alguma coisa que estraga a música é o rap do T.I., que só está ali pra dar um certo street cred que o robin não tem. se eu fosse o pharrell botaria um solo fodão de alguma coisa ali e já era.

enfim, o vídeo abaixo é a versão banida (não veja se estiver no trabalho):

muito hit.



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