o poder de um hit

09out09

pijama

não sei você mas eu tenho a impressionante capacidade de acordar com uma música na cabeça. praticamente TODO SANTO DIA. não sei se é um dom (provavelmente não), um desvio ou alguma doença. o fato é que isso acontece. e pode ser qualquer música. desde campainha de celular até a última baba da britney spears. não tem critério.

é batata. basta me levantar que a tal música começa a tocar na minha cabeça. às vezes dura o tempo de chegar até o banheiro. às vezes dura horas. mas já teve vezes que ficava o dia inteiro com ela na cabeça. sem falar nos momentos que me pego assoviando a maldita durante o dia. as cenas patéticas de air guitar, air drums e até air saxofone (!?) ficam a cargo da sua mente pervertida, ok?

ja teve vezes também que acordava todo dia com A MESMA melodia na cabeça. acho que isso acontecia mais na época em que eu dormia ouvindo música. mas agora só durmo depois de ler alguma coisa. ou assistindo televisão. portanto, é mais raro uma música tocar dois dias seguidos por aqui.

pois bem, o lance é que uma das musiquinhas mais recorrentes durante esses anos de transtorno mental possui os seguintes versos:

“eu acordei…
tirei meu pijama,
fui pra minha cama, e depois durmi…
daí eu fui tomar café
botei o meu pijama e fui pra minha cama ié ié…
na cama com pijaaaamaaa…
na cama com pijaaaamaaa…
na cama com pijaaaamaaa…”

lindo. não sei se ela ficou impregnada na minha cabeça logo cedo por causa da temática ou pela melodia simples e viciante. passei anos e anos acordando com essa musiquinha na cabeça. o pior de tudo é que eu não conseguia lembrar de quem era a maledeta, nem de onde eu a conhecia. acredite, já passei horas concatenando sobre a origem da canção com direito a varredura na minha coleção de discos (principalmente aqueles vergonha alheia) para tentar identificar o autor ou a origem da dita cuja. em vão.

até que hoje, sem razão alguma, por mero acaso, me deparo com um vídeo de um gordinho de camiseta preta (esse da foto acima) cantando a maldita canção a capella. repara como ele tá “se curtindo”. foi como se eu tivesse enfiado o dedo na tomada de 220v. tudo passou a fazer sentido.

me lembrei da minha infância, da época em que eu assistia castelo rá-tim-bum, glub-glub, doug funny, o fantástico mundo de bob, da época que o marcelinho carioca era o maior craque da história do futebol. de quando meu pé era preto de tanto jogar bola descalço no asfalto quente. isso mesmo, seu ratinho de condomínio, naquela época as crianças brincavam na rua. olha que absurdo!

sim, bateu uma nostalgia.

isso me fez pensar no poder que uma canção pode ter. no poder do hit. no quão importante é um hit para um artista. hit, por definição, tem a ver com paradas de sucesso. se vende é hit, ponto. simples assim.

no entanto, pra mim, hit é aquela canção que bate em você e gruda na sua cabeça. não me espanta as canções dos beatles habitarem o imaginário de tanta gente até hoje. isso pra ficar só no século vinte. o que dizer então de mozart, bethoven, debussy, etc… que viraram campainha de celular. música do caminhão de gás.

amiguinhos, me desculpem, mas a “marcha fúnebre” é um tremendo hit. assim como o “parabéns pra você”. o hit não apenas gruda na cabeça como traz consigo emoções, imagens, lembranças. por isso a música pop talvez seja o bem mais precioso já inventado pelo ser humano. podia filosofar aqui sobre a época dos trovadores, das cantigas de amor e cantigas de amigo… mas fica para a próxima.

ao descobrir a origem da tal música do pijama, também refleti sobre o poder da publicidade. como ela pode influenciar uma criança. como ela pode eventualmente arruinar a vida de uma pessoa (no caso a minha) para todo o sempre.

a publicidade é a coisa mais perversa que o ser humano já inventou. hitler que o diga.

o cara que faz jingle nada mais é que um popstar que não deu certo. neste caso, a publicidade foi a única salvação. ponto.

sei lá quantos anos essa música tem, mas aposto que faz mais de uma década que eu a tenho grudada na cabeça. sou da época da publicidade clássica, de várzea, aquela publicidade moleque. onde não era necessário bunda pra vender um produto. bastava um bom jingle. coisa que ainda, felizmente (ou não), perdura no rádio.

enfim, se você tem mais ou menos a minha idade vai reconhecer o vídeo abaixo. é dá época em que aqui em casa só tinha televisão preto e branco. vai vendo.

mas antes um alerta: só dê o play se você realmente tiver certeza disso. você corre um grande risco de ter essa música latejando na sua cabeça pelos próximos anos da sua existência. agora é por sua conta e risco.

eu avisei.



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