do it

01set09

hpim1486

sexta passada rolou a estréia de mais uma festa em ribeirão preto, a electrofuzz. a festa é mais um braço do groselha fuzz, que continua realizando trabalho heróico trazendo bandas legais para tocar na cidade. a primeira edição da nova festa teve como atração a banda curitibana copacabana club, um dos destaques do indie nacional em 2009.

há muito tempo que não via uma banda indie causar um alvoroço desse tamanho na cidade fazendo show fora do esquema sesc/virada cultural. com direito a fila gigantesca para entrar e muita gente ficando do lado de fora. acho que o último show nesse esquema que movimentou tanto público foi o do moptop há alguns anos, no auge do hype. mesmo assim, aquela ocasião parecia mais tranquila. é bom ver bandas que estão super-hypadas (nenhum sentido pejorativo aqui) tocarem por esses lados. melhor do que só ouvir falar é tirar a prova dos nove ao vivo, vendo com os próprios olhos.

 ao lado do móveis coloniais de acaju, o copacana club talvez seja a banda indie mais falada de 2009. mesmo sem ter disco cheio lançado, o grupo já figurou em vários cadernos culturais de destaque, virou vinheta da mtv, está indicada ao vmb, teve música como trilha de comercial, abriu os shows do friendly fires no brasil e está escalada para o gigante planeta terra festival ao lado de primal scream, macaco bong, móveis coloniais de acaju, ting tings e outras atrações a serem confirmadas. tá mais que bom, né?

sem meias palavras o papo é o seguinte:

* sim, o som da banda não tem nada de novo, nada de diferente das centenas de bandas surgidas nos anos 2000 pós-strokes e principalmente, pós-franz ferdinand, puxando mais para o lado dançante dessa leva. ou seja, bandas como the rapture, yeah yeah yeahs, we are scientists, uffie e, mais recentemente, o próprio friendly fires.

* sim, há momentos que dá impressão que o som da banda é do “tipo exportação”, ou seja, visando o mercado gringo. o clipe de “just do it” que o diga.

* sim, há momentos que lembram muito o cansei de ser sexy.

isso tudo é ruim? não, necessariamente. bandas como as citadas acima não têm outro dever a não ser botar o povo para dançar ao som de guitarras. e nisso o copacabana club provou-se competente. além de contar com uma vocalista que esbanja carisma a cada mísero movimento (sem soar forçada) a banda possui uma cozinha bem entrosada, com destaque para as eficientes linhas de baixo. eu, particularmente, sou do time que acredita na tese de que se sua música tem uma boa linha de baixo, sua música tem grande chance de ficar boa.

além disso, todos os integrantes parecem estar curtindo o bom momento do grupo e isso acaba refletindo na performance da banda, que parece se divertir e se entregar à apresentação. foram vários os momentos em que a vocalista, mesmo com o pé esquerdo imobilizado, foi para o meio da galera “se jogar”, se é que você me entende. a platéia estava ganha desde o começo.

a banda tem pouco mais de um ano de vida, e muito a evoluir. apesar das melodias não serem das mais criativas, o carisma e a cozinha seguram bem a onda. e, querendo ou não, “just do it” é hit. para o que a banda se propõe está excelente.

show do ano, fácil. 

* mais vídeos aqui.



One Response to “do it”

  1. 1 orlando junior

    boa materia!


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