grito rock 2010
nesta sexta-feira ribeirão preto recebe, pela terceira vez consecutiva, mais uma edição do grito rock, festival que acontece simultâneamente em mais 70 cidades do brasil, uruguai, bolívia e argentina às vésperas do carnaval. o intuito do festival é divulgar bandas, gravadoras, produtoras e criar uma rede para que o público latino tenha acesso ao que existe de melhor e mais atual no rock.
este ano ribeirão terá shows das bandas alma mater, kidzilda, dom amaro e dos paulistanos do chimpanzé clube trio. siga as coordenadas:
19h – abertura com discotecagem
22h – Kidzilda (São Simão)
23h – Alma Mater (Rib. Preto)
00h – Dom Amaro (Rib. Preto)
01h – Chimpanzé Clube Trio (São Paulo)
Discotecagem (rock / indie / electro): Doug, Pedra, Tiago Fuzz, Francis Wiermann.
Serviço:
Evento: Grito Rock 2010 – Ribeirão Preto
Local: ArmazéN EsperanzA – Duque de Caxias, 1510. Centro. Ribeirão Preto/SP
Data/hora: Sexta-feira, 12 de fevereiro. A partir das 19h.
Convite: R$10,00
Apoio: Lavoura Coletiva / Abrafin / Toque no Brasil
Realização: Groselha Fuzz / Fora do Eixo
Contatos:
produção: Tiago Ferreira / groselhafuzz@gmail.com / 16 9257 3830
imprensa: Audo Daniel / ourdisco@gmail.com / 16 9125 2532
Site da produção:
www.groselhafuzz.com
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tipo, o cara desliza o cavalo no asfalto para passar debaixo de um caminhão, e ambos saem ilesos. McGyver é coisa de criança.
aí eu pergunto, porque raios não existem filmes de ação feitos no brasil? já pensou o selton mello de super herói?
a cena acima é do filme indiano Alluda Majaka, de 1995.
os mullets são demais!
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mais um pra série, o “indie virou grife”.
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finalmente assisti “death proof”, o primeiro filme da suíte “grindhouse” que quentin tarantino fez com robert rodriguez. este último ficou encarregado de filmar “planeta terror”.
a idéia do projeto era que cada diretor fizesse um média-metragem que, juntos, resultariam em um único longa. o problema é que cada filme acabou ficando com 1h30 de duração e dificilmente encontrariam distribuidores fora dos eua que concordariam em lançar um filme de baixo orçamento com quase três horas de duração. a solução foi dividir o filme em dois e lançá-los separadamente.
enquanto o filme de rodriguez tenta emular os filmes b dos anos 70 – também conhecidos como trash, filmes de drive-in ou exploitation – visando apenas o conceito estético e esquecendo que a idéia, naquela época, era fazer filmes bons mas que acabavam não tendo o resultado esperado por deficiências técnicas ou financeiras, o filme de tarantino é puro cinema, o creme do creme.
“planeta terror” peca por exagerar nos (d)efeitos especiais. o excesso de chuviscos na tela, o excesso de envelhecimento artificial e efeitos que dão a sensação de que rolos de filme estão picotados e com partes faltando apenas deixam o filme mais caricato. o de tarantinho também tem isso mas ele não se apóia neles para fazer “death proof”.
a sensação que dá é que robert rodriguez até percebeu a artificialidade de seu filme no meio do caminho e – vendo que não tinha mais jeito - resolveu partir para a bagaceira total. aliás, é o que salva “planet terror”, o filme sabe que é ruim e explora isso. e o resultado ficou tão ruim, mas tão ruim que acaba sendo bom, entende? é um filme de zumbis, como filmes de zumbis devem ser.
“death proof”, por sua vez, conta a história de stuntman mike um dublê de cenas de ação totalmente misógino, vivido brilhantemente por kurt russell, que utiliza seu possante carro preto para assassinar mulheres bonitas em cidadezinhas do interior dos estados unidos. no filme ele persegue um grupo de amigas formado pelas beldades rosario dawson, vanessa ferlito, sydney tamiia poitier e mary elizabeth winstead. elas passeiam em seu doge challenger branco por bares fuleiros e strip clubs de beira de estrada tocando o terror e arrebatando os corações da marmanjada. ou seja, cenário perfeito para tarantino ser tarantino.
o diretor leva o conceito de exploitation ao pé da letra e mergulha o espectador em cenas de ultra violência, carrões com motores barulhentos, referências pop obscuras e, claro, muita mulher bonita, muita sensualidade. sem falar numa das melhores perseguições de carro do cinema contemporâneo (com a zöe bell, dublê da uma thurman em kill bill, amarrada no capô do carro) e numa abertura que se não for a melhor, certamente entra no top 10 de melhores aberturas/créditos iniciais da história do cinema. a cena final também é ÉPICA.
quentin tarantino prova que não apenas é um nerd aficionado por cultura pop underground como também sabe utilizar todas essas refêrencias a seu favor sem deixar a originalidade de lado. cria um ambiente todo próprio e se coloca como o diretor que melhor faz filmes para as massas atualmente. uma pena que hollywood esteja cada vez mais infantil e não saiba reconhecer a contribuição do cara para cultura pop contemporânea. enquanto isso a molecada engole filmes ensossos com toda a punhetagem que só milhões de dólares gastos em efeitos especiais conseguem produzir. e o pior: achando tudo isso a última bolacha do pacote.
a trilha sonora, outro ponto forte dos filmes do diretor, é sensacional e mais uma vez é peça fundamental na trama. como, por exemplo, quando uma das garotas diz que pete townshend quase largou o the who para entrar para o grupo Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich. diálogo este que acontece, é claro, enquanto a música do grupo toca no talo e as garotas jogam seu carro de frente com o do maníaco vivido por kurt russell.
aliás, este texto era só para falar da trilha sonora mas acabei me empolgando.
além de nomes conhecidos como ennio morricone e t-rex a trilha é quase toda formada por one hit wonders dos anos 60 e bandas obscuras de rock e soul que tarantino venera. aliás, você sabia que ele mandou construir um quarto na casa dele em forma de cassino só para guardar seus discos de vinil? imagina cada pérola que esse cara não tem escondida na discoteca.
“death proof” sequer foi lançado no brasil, nem em dvd e muito menos nos cinemas. segue o tracklist da trilha do filme:
“The Last Race” — Jack Nitzsche
“Baby, It’s You” — Smith
“Paranoia Prima” — Ennio Morricone
“Planning & Scheming” — Eli Roth & Michael Bacall (diálogo)
“Jeepster” — T Rex
“Stuntman Mike” — Rose McGowan & Kurt Russell (diálogo)
“Staggolee” — Pacific Gas & Electric
“The Love You Save (May Be Your Own)” — Joe Tex
“Good Love, Bad Love” — Eddie Floyd
“Down In Mexico” — The Coasters
“Hold Tight” – Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich
“Sally and Jack (From the Motion Picture Blow Out)” — Pino Donaggio
“It’s So Easy” — Willy DeVille
“Whatever-However” — Tracie Thoms & Zoe Bell (diálogo)
“Riot In Thunder Alley” — Eddie Beram
“Chick Habit” — April March
destaque para o cover sensacional que a cantora april march fez de “laisse tomber les filles”, do serge gainsbourg. a versão em inglês ganhou o nome de “chick habit” e é dos raros casos em que a cover é tão boa (ou melhor) quanto a original. compare:
primeiro a original, cantada pela france gall
depois o cover feito pela april march
enfim, gastei todas essas linhas desnecessárias para falar só uma coisa: tarantino é gênio.
fim de papo.
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quadrinhos dos anos 10
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“upside down” conta a história da creation records, selo fundado por alan mcgee, que descobriu bandas como jesus & mary chain, primal scream, ride, my bloody valentine e sua galinha dos ovos de ouro: o oasis. o documentário tem previsão de lançamento para março/abril.
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reparou no beck quase esquecendo os acordes?
essa música vicia demais.
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lady gaga my ass
se você acha a lady gaga bizarra é porque não conhece o fever ray, projeto solo da vocalista do the knife. o vídeo acima é o discurso dela agradecendo pelo prêmio de “melhor artista dance”, durante uma cerimônia em gotemburgo, na suécia.
bons sonhos.
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o ipad é tudo isso mesmo?
falou-se tanto desse tablet da apple que no fim achei meio broxante o anúncio em si. tudo que foi apresentado por steve jobs já era de conhecimento do mundo inteiro há meses. esse é o preço que se paga nos tempos modernos onde a mídia resolveu trabalhar mais com especulações do que com fatos. seria genial se o chefe da apple apresentasse recursos inéditos e incríveis do ipad ou – melhor ainda - se o aparelhinho não fosse essa coca-cola toda que a mídia vem babando ovo há meses. infelizmente não foi o que aconteceu. o novo brinquedinho é quase igual ao que vinha sendo cogitado pela mídia há tempos.
vamos aos fatos. deixando o oba-oba de lado alguns pontos sobre o ipad precisam ser considerados:
pontos negativos
* o nome não é dos melhores. já temos o ipod e o iphone e isso basta.
* o ipad não tem flash embutido. o que significa que apenas vídeos do youtube poderão ser vistos no brinquedinho. assim como no ipod e no iphone, o youtube só roda porque a empresa tem contrato com a apple. ou seja, esses anúncios animados ao redor de sites ou mesmo um vídeo no vimeo não rodam no ipad.
* a política de conta-gotas da apple continua. ou seja, no ano que vem o ipad vai ganhar um upgrade substancial, com mais memória, uma possível câmera, software mais rápido etc. se apenas criassem vergonha na cara e permitissem seus aparelhos de rodar flash já estaria de bom tamanho. sinto que o ipad já poderia oferecer recursos como impressora embutida (alô polaroid!) ou então scanner, que deve acontecer com uma futura e provável câmera.


* a apple mantêm essa dependência irritante – e a meu ver injustificada - de seus produtos com o itunes. toda e qualquer sincronização tem obrigatoriamente que ser feita pelo itunes, quando na verdade o aparelho poderia muito bem ser lido como um dispositivo móvel qualquer. a apple prega a mobilidade, a facilidade e simplicidade mas isso só acontece se você utilizar apenas produtos dela. qualquer celular, câmera digital ou aparelho móvel mais vagabundo tem o recurso de ser lido pelo computador (seja pc ou mac) como um pen drive. por que os produtos da apple tem que ser diferentes?
* a apple vai lucrar muito com acessórios como, por exemplo, teclado para acoplar o ipad, ou a capinha de couro para transportá-lo. tudo a preços exorbitantes, claro.


* o fato de você virar o ipad na horizontal não o torna widescreen. o formato da tela é 4:3, ou seja, de uma tv normal.
* a apple store não existe no brasil nem para música, que dirá para livros. isso significa que ainda vai demorar algum tempo para o aparelho ser funcional por aqui. por enquanto vai servir apenas como símbolo de status.
* como sempre acontece com produtos da apple, é provável que o ipad não venha com acessórios básicos que qualquer produto mais furrequinha possui, tipo carregador de força. vale lembrar que o iphone ou os ipods não vêm com esse acessório BÁSICO. é tudo vendido à parte. todos vêm apenas com cabo usb que serve para sincronização e carregamento de bateria ao mesmo tempo. mas pense comigo: se o ipad (e iphones e ipods) é um computador portátil por que caralhos alados eu preciso me conectar com outro computador para carregar a bateria? não seria mais fácil a apple já incluir um carregador de tomada na caixa do aparelho assim como TODOS OS CONCORRENTES? no caso do ipad, além de (aparentemente) não estarem inclusos na caixa, o aparelho precisa de adaptadores para cartões sd e para dispositivos usb, como câmeras e celulares, por exemplo. tudo isso porque a apple não dá o braço a torcer e prefere utilizar suas entradas de 30 pinos ao invés de entradas QUE TODOS OS CONCORRENTES USAM.

os adaptadores para ipad
pontos positivos
* o ipad é mais rápido que o iphone 3GS
* pelo visto a interface tosca do kindle terá que ser aposentada (ou muito aprimorada) depois do ipad. será que quando fizeram o kindle não pensaram que a apple poderia lançar um iphone gigante? basta pensar que no kindle você não consegue ler histórias em quadrinhos coloridas. entre baixar um livro do crumb no kindle e comprar o original em papel, fique com o original.
* o ipad dá fôlego a inclusão de jornais e revistas na era digital. não apenas força as empresas de mídia a desenvolverem seus veículos pensando no mercado de tablets como abre um novo modelo de negócios. o jornal impresso terá que ter uma nova função, um novo enfoque. só que a apple não faz tudo sozinha, é preciso empenho das empresas de mídia.
* se bem explorado o ipad pode se tornar uma nova plataforma de games, aumentando ainda mais a briga acirrada de nintendo (wii), sony (ps3) e microsoft (xbox 360).



* outro lado bom é que ele roda aplicativos do iphone, apesar de ser em resolução menor devido ao tamanho da tela. também serão desenvolvidos aplicativos específicos para o ipad. os aplicativos são a grande sacada da apple com o surgimento do iphone. já existem aplicativos que transformam o iphone em cartão de crédito, para você ter uma noção. ou seja, há um campo vasto a ser explorado aí. mas vale lembrar que ainda não existe o recurso de multitarefas, ou seja, roda apenas um aplicativo de cada vez. já passou da hora de mudar isso.
* para utilizar o ipad 3G não é necessário (pelo menos nos eua) fazer assinatura com a operadora de telefonia. pode-se fazer um plano pré-pago com direito a cancelamento da conta a qualquer momento. no caso dos iphones, por exemplo, no brasil os planos são absurdos e na maioria das vezes é preciso assinar um contrato de permanência que pode ser de até dois anos. é torcer para que os preços dos planos de ipad sejam mais em conta. caso contrário, não compensa ter o aparelho no brasil, a não ser que você tenha salário de deputado.
a conclusão que pode-se tirar desse novo laçamento é que a apple faz jus à fama de ser lançadora de tendências, de dar show de design (apesar de eu achar que o design do iphone e, consequentemente, do ipad precisarem de uma modernização), tecnologia e de redefinir padrões culturais e de modelos de negócio. no mais, não é nada de tão impressionante assim, muito por culpa da indústria da especulação que a apple gosta de fomentar (sim, é proposital). mas steve jobs acostumou mal o mundo, desde o lançamento do iphone todo mundo espera uma nova revolução. a de hoje foi menos bombástica.
o ipad vai matar os netbooks, notebooks e pcs? é provável que os netbooks morram depois do ipad. já os notebooks e pcs devem ganhar novas funções já que é bastante improvável que a apple vá parar de vender imacs e macbooks.
os notebooks devem se tornar mais potentes e seguirem como opção para quem precisa de um processador rápido e de fácil portabilidade. é provável que os pcs também passem a ser mais potentes, mas com o propósito de serem usados em casa e escritórios sem a necessidade de bateria. já os ipads serão computadores portáteis para uso doméstico e recreativo, para realizar atividades simples como rodar mídias e acessar internet, por exemplo.
o ipad também pode se tornar uma excelente ferramenta de estudo. pense em crianças substituindo a mochila pesada por um ipad com todos os livros que ela vai precisar durante os 8 anos de primário e você entende onde eu quero chegar. sem falar nos aplicativos. quem já viu a a gama dos excelentes aplicativos educacionais da app store sabe que coisa incrível o ipad pode se tornar. citei as crianças como exemplo, mas pense em um universitário cursando direito e tendo todo o código penal a apenas um clique de distância. ou então um médico usando o ipad para armazenar o prontuário de todos seus pacientes. percebeu?
por enquanto, o ipad ainda apresenta falhas graves e se prova mero hype marqueteiro. mas pode esperar que, assim como aconteceu com o ipod e o iphone, outras empresas lançarão seus tablets (algumas já lançaram) mais funcionais e eficientes que o ipad.
os produtos da apple, mais do que tudo, servem como conceito. uma linha de pensamento, um caminho a ser seguido pelas concorrentes. e muitas vezes a cria supera o criador.
os macfags que me perdoem mas é verdade.
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