olha essa entrevista de 1978 do caetano no vox populi, lendário programa da tv cultura, onde ele explica o significado da palavra “curtir”.
é muito surreal como o apresentador já vem todo carregado de preconceito a respeito da palavra dita por “certos grupos humanos” e o caetano simplesmente destrói o argumento dele e já aproveita para discorrer sobre a importância de se falar gírias. muito massa.
não tenho certeza, mas acho que a discussão sobre gírias se deu por causa do mega-hit do caetano “você não entende nada”, onde ele usa a palavra “curtida” no seguinte trecho:
“Você não está entendendo
Quase nada do que eu digo
(…)
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida”
vamos se curtir, gente.
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tame impala tocando outkast

eles foram naquele mesmo programa de rádio na austrália onde o dirty projectors fez aquele cover de usher e mandaram um outkast de responsa.
ficou show.
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já faz uns 5 anos pelo menos que vem rolando no mundo uma onda de fortes transformações sociais no que diz respeito aos costumes e modos de pensar que talvez julgássemos normais, insignificantes ou apenas adormecidos até pouco tempo atrás.
claro que o feminismo, a causa gay, o combate ao racismo e outros movimentos não surgiram hoje, nem ontem, mas me parece que essas e outras causas ganharam uma tremenda visibilidade nos últimos anos. creio que o surgimento e popularização das redes sociais tiveram papel fundamental para que esses movimentos e suas causas fossem alavancados e trazidos de volta aos holofotes com tanta força.
note que praticamente todo dia há alguma polêmica relacionada a esses temas ou a questões correlatas a eles na internet, seja no facebook, no twitter, youtube ou qualquer outra rede do tipo. não me lembro de isso acontecer com tanta frequência antes das redes sociais, pelo menos não a ponto de pautarem debates (ainda que rasos) na televisão e muito menos entre os congressistas em brasília.
resultados concretos dessa “militância virtual” (odeio este termo) já podem ser sentidos no mundo real com mais veemência. se antes cobrar por atitudes e soluções ficava restrito a ongs e outros grupos organizados, hoje qualquer pessoa pode fazer pressão política sem necessariamente se aliar a nenhuma organização de fato. mesmo que seja do conforto do seu sofá.
hoje malandro já percebeu que não pode dar deslize e xingar garis ou gays ou nordestinos na tv e depois dizer que estava apenas brincando ou contando piada. se o fizer já sabe que vão xingar muito no twitter. e, melhor ainda, já sabe que essas reclamações vão chegar diretamente aos seus ouvidos, sem filtro.
depois não adianta vir com discursinho de que o mundo está ficando politicamente correto e cheio de recalque. muito embora, às vezes seja um pouco disso também, nada te dá o direito de usar sua babaquice a favor do preconceito e da discriminação.
os exemplos são vários e estão todos aí: boris, rafinhas, malafaias, felicianos… e convenhamos, todos são vítimas apenas da própria estupidez.
além disso, o que há de errado na correção política? não é o que todos queremos desde que começamos a nos organizar em sociedades civilizadas?
claro que com essa facilidade de comunicação oferecida a todos, ganha voz também aquela corrente que quer ver o mundo girar ao contrário e que, para isso, produz todo um chorume de ideias indefensáveis.
o bom é que no mundo de hoje existem três opções: ou você banca o que disse e encara as consequências; ou desmente o que disse e encara as consequências; ou não diz nada e encara as consequências. o fato é que haverá consequências, mesmo que indiretas.
enfim.
passeando no youtube me deparei com um vídeo de uma estudante americana de ascendência coreana chamada rachel rostad onde ela declama um poema duro sobre como as séries de livros do harry potter, mesmo que talvez de forma inconsciente, possui e reproduz traços e clichês racistas e homofóbicos.
para dar sustentação à sua fala, o poema foi composto como se fosse uma carta escrita por cho chang, uma personagem asiática da série de livros, direcionada a j.k rowling, a autora da trama.
não li nenhum livro e também não vi nenhum filme da série, portanto, não posso dar opinião nem dizer se a acusação procede, mas como a crítica dela não se restringe apenas aos livros do harry potter (eles são apenas usados para exemplificar como a produção cultural ocidental recente está enraizada nesses valores) achei os argumentos da menina bem pertinentes, embora ela mesma abuse de clichês e generalizações.
abaixo boto o vídeo, gravado durante um concurso de poemas na universidade de barnard em nova york, e logo em seguida a transcrição do texto (se alguém tiver a tradução em português me avise que eu colo aqui com os devidos créditos).
assista ao vídeo, a coragem dela é impressionante.
When you put me in your books, millions of Asian girls across America rejoiced! Finally, a potential Halloween costume that wasn’t a geisha or Mulan! What’s not to love about me? I’m everyone’s favorite character! I totally get to fight tons of Death Eaters and have a great sense of humor and am full of complex emotions!
Oh wait. That’s the version of Harry Potter where I’m not fucking worthless.
First of all, you put me in Ravenclaw. Of course the only Asian at Hogwarts would be in the nerdy house. Too bad there wasn’t a house that specialized in computers and math and karate, huh?
I know, you thought you were being tolerant.
Between me, Dean, and the Indian twins, Hogwarts has like…five brown people? It doesn’t matter we’re all minor characters. Nah, you’re not racist!Just like how you’re not homophobic, because Dumbledore’s totally gay!
Of course it’s never said in the books, but man. Hasn’t society come so far?
Now gays don’t just have to be closeted in real life—they can even be closeted fictionally!
Ms. Rowling. Let’s talk about my name. Cho. Chang.
Cho and Chang are both last names. They are both Korean last names.
I am supposed to be Chinese.
Me being named “Cho Chang” is like a Frenchman being named “Garcia Sanchez.”
So thank you. Thank you for giving me no heritage. Thank you for giving me a name as generic as a ninja costume. As chopstick hair ornaments.
Ms. Rowling, I know you’re just the latest participant in a long tradition of turning Asian women into a tragic fetish.
Madame Butterfly. Japanese woman falls in love with a white soldier, is abandoned, kills herself.
Miss Saigon. Vietnamese woman falls in love with a white soldier, is abandoned, kills herself.
Memoirs Of A Geisha. Lucy Liu in leather. Schoolgirl porn.
So let me cry over boys more than I speak.
Let me fulfill your diversity quota.
Just one more brown girl mourning her white hero.
No wonder Harry Potter’s got yellow fever.
We giggle behind small hands and “no speak Engrish.”
What else could a man see in me?
What else could I be but what you made me?
Subordinate. Submissive. Subplot.
Go ahead. Tell me I’m overreacting.
Ignore the fact that your books have sold 400 million copies worldwide.
I am plastered across movie screens,
a bestselling caricature.
Last summer,
I met a boy who spoke like rain against windows. -
He had his father’s blue eyes.
He’d press his wrist against mine and say he was too pale.
That my skin was so much more beautiful.
To him, I was Pacific sunset,
almond milk, a porcelain cup.
When he left me, I told myself I should have seen it coming.
I wasn’t sure I was sad but I cried anyway.
Girls who look like me are supposed to cry over boys who look like him.
I’d seen all the movies and read all the books.
We were just following the plot.
como eu disse, o argumento da menina em si, por vezes, contém clichês e generalizações. consciente disso, a própria rachel gravou uma vídeo-resposta bastante lúcida sobre o assunto.
vendo alguns comentários sobre o vídeo, é impressionante como sempre tentam desmerecer o argumento da menina com a justificativa de que é apenas um livro ou, pior ainda, de que ela está apenas tentando criar polêmica para “aparecer”. ou então tentam desmerecê-la atacando a pessoa e não o argumento dela. isso só empobrece a discussão levando-a para a vala do lugar comum, das generalizações e do preconceito que, veja só, é o ponto de todo o debate proposto por ela.
acho perfeitamente possível gostar e ser fã de um livro e ao mesmo tempo identificar e reconhecer que existem pontos problemáticos nele. esse argumento de que é apenas um livro e de que “se não gostou, não leia” é muito raso, uma vez que se esse mesmo livro vende milhões de cópias e depois é transformado em filmes e centenas de subprodutos é porque, de alguma forma, ele reflete, afeta e/ou influencia o modo como as pessoas pensam ou acreditam. logo ele pode sim ajudar a criar ou estabelecer preconceitos e percepções.
isso vale pra você também, dona bíblia.
acho que seria de grande valia se escritores (e qualquer outro tipo de artista) fossem mais politicamente ativos e discutissem mais sobre o peso filosófico daquilo que produzem, que tomassem mais posicionamento e refletissem mais sobre o que acontece no mundo fora de suas obras.
é uma pena, por exemplo, ver um escritor enfiar a mão debaixo do vestido de uma mulher sem a permissão dela e depois achar tudo isso normal e ainda fazer piada sobre o fato. pior ainda é ver que nenhum outro escritor se posicionou realmente sobre o assunto.
se ninguém se prontificar a discutir esses assuntos, continuaremos a repetir os mesmos erros que já duram séculos e séculos. continuaremos apenas seguindo o roteiro.
aguentemos as consequências.
*** dá pra saber mais sobre a tal rachel rostad nos links abaixo:
http://rachelrostad.tumblr.com/
https://www.facebook.com/rachelrostad
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não entendi muito bem qual é a proposta do lance todo, mas achei legal.
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outro dia me peguei vendo um vídeo do dirty projectors (minha banda favorita da atualidade) numa rádio australiana fazendo um cover inusitado de usher. daí resolvi compilar algumas outras versões que eles já fizeram por aí. acho tudo foda.
“climax” (cover de usher)
“dark eyes” (cover de bob dylan)
“i dreamed i saw st. augustine” (cover de bob dylan)
“rise above” (cover de black flag)
“gimmie gimmie gimmie” (cover de black flag)
aliás, recomendo demais o disco “rise above” onde eles desconstroem as músicas do black flag. é lindo, cara.
por fim, boto essa “knotty pine” que não é versão de nada, mas é uma parceria deles com o david byrne.
já que o dirty projectors é constantemente comparado com eles, acho que seria o caso de fazer uma versão de alguma coisa do talking heads.
ia ser demais.
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ontem rolou jogo do corinthians aqui em ribeirão preto contra o botafogo pelo campeonato paulista. foi um jogo legalzinho até, mas terminou zero a zero. isso você já sabe. eu quero falar de outra coisa.
no interior é assim: sempre que um time grande vem jogar por aqui, a comoção é grande. se esse time for o corinthians, é certeza de casa cheia. e é justamente aí que mora o problema.
os times do interior não estão acostumados a jogar com estádios lotados. isso só acontece quando a equipe vai bem no campeonato, o que é raro devido à falta de dinheiro para montar times bons e porque as federações fazem campeonatos (com o consentimento de todos os dirigentes, diga-se) priorizando o dinheiro em vez do esporte. por isso as tabelas favorecem os times grandes (que rendem mais dinheiro para as tvs, federações e patrocinadores) e deixam os pequenos comendo o pão que o diabo amassou (com o consentimento deles, de novo).
a idéia é evitar uma final de campeonato entre ituano e penapolense, por exemplo, pois na cabeça dos nossos cartolas débeis isso não dá grana (eu acharia o máximo). mas enfim…
em condições normais, o estádio santa cruz (do botafogo) comporta quase 35 mil pessoas, mas, (dizem que) por motivos de segurança, o jogo de ontem tinha uma carga de ingressos de pouco mais de 28 mil. ok.
o grande problema é que durante a semana toda ninguém sabia quanto desses 28 mil ingressos seriam destinados à torcida do corinthians e quantos seriam para o botafogo. ficou combinado que a torcida que adquirisse a maioria dos ingressos teria direito à parte central do estádio (os lugares mais nobres em qualquer estádio do mundo).
daí ficou uma briguinha para ver quem levava mais torcida para o jogo, com o time de ribeirão fazendo campanha nas redes sociais e até vendendo ingressos nos semáforos das avenidas mais movimentadas da cidade a fim de ter maior quórum dentro de casa. até aí tudo lindo.
no dia do jogo, à tarde, os jornais locais já noticiavam que não havia mais ingressos à venda, estavam todos esgotados. logicamente que a maioria era para a torcida do corinthians, aquele time que levou 30 mil pessoas para o japão recentemente, sabe? só que, obviamente, a polícia militar não previu que isso poderia acontecer, veja você.
quarenta minutos antes do jogo começar devia ter uns três mil corintianos do lado de fora, na fila para entrar no estádio. os portões foram abertos às 19h, mas o problema é que caiu um temporal gigantesco na cidade antes do jogo, daqueles de derrubar árvore e arrastar carros. teve até um carro que foi engolido por um buraco que se abriu no chão por causa da chuva.
sem falar que o estádio estava com apenas umas três catracas funcionando na entrada. só meia hora antes do jogo é que liberaram as restantes para tentar diminuir o caos.
a partir daí a revista da polícia militar ficou meia boca e também já não se conferia documentação para ingressos de meia entrada, por exemplo. vi até um cadeirante enfrentando o bololô para entrar no estádio. uma vergonha.
durante o intervalo de jogo ainda tinha gente entrando no estádio e, como não tinha espaço suficiente, começaram a escalar muretas e qualquer outra coisa onde desse para ver o jogo. nessa hora já devia ter umas duzentas pessoas em cima do teto dos banheiros. e a polícia ali achando lindo.
foi preciso o sistema de som pedir desesperadamente para o pessoal sair dali, pois existia um risco sério e real de desabamento, para a polícia tomar alguma atitude e retirar o pessoal. pelo menos não usaram a violência.
como ainda não havia espaço para todo mundo a pm resolveu liberar o anel superior central para o restante da torcida do corinthians. só que essa área estava interditada antes do jogo. acredito eu que era porque não estava apta para ser ocupada por milhares de pessoas ao mesmo tempo. mesmo assim a polícia liberou.
na mesma hora todo mundo começou a ficar preocupado com a possível cagada da polícia e, inevitavelmente, a lembrar das tragédias recentes da boate de santa maria e da arena do grêmio. quem foi prudente preferiu tentar arranjar uma vaguinha na arquibancada normal mesmo.
por sorte nada aconteceu e o jogo seguiu sem maiores incidentes, mas fica aqui registrado o acontecido já que na mídia local e regional o assunto não recebeu o menor destaque, apenas foi dito que “a torcida do corinthians reclamou bastante da organização” quando na verdade poderia ter acontecido uma tragédia sem precedentes na cidade.
o público oficial divulgado foi de pouco mais de 26 mil pessoas. não sei o que aconteceu os outros dois mil ingressos. sei que muita gente não conseguiu entrar no estádio e foi embora. isso ninguém falou.
eu não sei se vocês sabem, mas ribeirão preto está quase confirmada como uma das sub-sedes da copa do mundo do ano que vem. é provável que alguma seleção (quem sabe até mais de uma) fique hospedada na cidade, além de usar a estrutura de estádios, academias e centros de treinamento dos clubes da cidade. ocorrências como as de ontem são inadmissíveis.
e digo isso não apenas por causa da copa (foda-se a copa, a fifa que se vire), mas para a população local que é tratada com desrespeito em todos os momentos, seja no preço dos ingressos, seja nos serviços oferecidos, seja no tratamento recebido pelas autoridades (polícia e dirigentes inclusos).
duvido que alguém vá dar alguma explicação sobre o ocorrido. também dúvido que alguém vá pedir explicações.
o brasil precisa largar mão do famigerado “jeitinho brasileiro” e tomar vergonha na cara. já passou da hora de perceber que isso não é motivo de orgulho pra ninguém. depois que as merdas acontecem não adianta reclamar e dizer que não sabia de nada.
deixo vocês com um gif que eu fiz da noite de ontem, daquilo que é bonito nos estádios de futebol, mas infelizmente são atrapalhados pela incompetência, irresponsabilidade e conivência de alguns.
ps: acho que o corinthians tem tudo pra ganhar o que quiser este ano, mas precisa contratar reservas de peso.
ps 2: gostei bastante do botafogo, apesar de não ter nenhum craque, e as vezes não primar pela técnica, é um time que não dá chutão e nem pontapés. tem tudo para se classificar para a fase final do paulistão. estarei torcendo.
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como um cego usa o instagram?
certa vez fiz uma matéria sobre as dificuldades que uma pessoa cega enfrenta vivendo na cidade. fiquei impressionado como eles faziam praticamente tudo igual a qualquer pessoa, desde escolher a roupa no armário e saber contar dinheiro sem ser passado para trás até se locomover dentro de casa sem esbarrar em nada. conheci algumas crianças cegas que subiam em árvores, andavam de skate e faziam estripulias como qualquer outra, sem ajuda de ninguém.
lembro que uma das maiores reclamações dos cegos (além de odiarem serem chamados de “deficientes visuais”) era criar coragem de sair de casa e “se fazer notar no mundo”.
isso porque o preconceito e a falta de espaço no mercado de trabalho é grande mesmo existindo uma lei no brasil que obriga toda empresa com mais de 100 funcionários a ter pelo menos 1% das vagas destinado a cegos e outras “deficiências”.
enfim, isso já faz um tempinho e naquela época não existia iphone, redes sociais nem nada disso. o youtube estava apenas começando. o máximo de tecnologia útil para eles eram máquinas de braile mais fáceis de usar e computadores que falavam tudo que era digitado na tela, mas era tudo muito lento e rústico demais se comparados ao que existe hoje em dia.
eis então que hoje me passaram um link para um vídeo no youtube de um cara cego explicando como ele usa o instagram. assista:
daí me dei conta de como a vida deve estar mais fácil para essas pessoas já que, hoje em dia, praticamente todo e qualquer aparelho conversa com você ou já vem com opções de acessibilidade que você pode configurar de acordo com a sua necessidade.
essa semana mesmo estava lendo um artigo que falava sobre como os jogos de videogame atuais (por mais complexos que sejam) estão começando a dar mais atenção para jogadores com deficiências. descobri até o site da able gamers, uma fundação que publica análises de games mostrando o quão acessíveis certos jogos são para pessoas que possuem apenas uma mão, são surdas, daltônicas, etc. eles até criaram o prêmio de jogo mais acessível do ano.
este ano o vencedor do prêmio foi o game de futebol fifa 13, pois segundo a fundação ele é “acessível a jogadores com graves deficiências motoras e cognitivas pois inclui a opção de configurar as teclas e botões, além de um modo onde pode ser jogado apenas com o mouse, além de configurações que permitem que todo o jogo possa ser adaptado para cada tipo de jogador debilitado”.
enfim, voltando ao cara cego que publica no instagram. aliás o nome dele é tommy edison, ok?
o legal é que ele é um cara divertido e tem um site bem legal onde responde perguntas sobre como é a vida de um cego e outras curiosidades comuns que todo mundo tem.
olha esse vídeo dele contando como seus pais lhe deram a notícia de que ele era cego (ele já nasceu assim).
na internet ele se autodenomina como “crítico de filme cego” já que ele publica resenhas de filmes sobre o ponto de vista de uma pessoa cega.
se liga nessa análise do último filme do bátima, por exemplo. interessante o ponto de vista dele sobre a trilha sonora e o fato do filme ter muitos personagens com poucas falas e que pouco acrescentam à narrativa. só servem para confundir o expectador/ouvinte (no caso dele).
é interessante notar que ele nem precisa de muita coisa para se comunicar na internet, nem digitar muito é necessário.
lembro que na época em que fiz a matéria uma máquina de escrever em braile custava quase 10 mil reais. hoje com qualquer smartphone (não precisa ser iphone, ok) já dá ditar o que você quiser que ele escreve para você. sem falar que você pode gravar um vídeo como esse cara fez e em apenas um clique você já bota no youtube, facebook e qualquer outra rede social que você quiser.
esta cada vez mais possível se fazer notar no mundo, seja qual for a sua “deficiência”.
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já que dizem que amanhã acontece o assim chamado apocalipse resolvi fazer uma mixtape para celebrarmos esta festa linda que é o fim do mundo. nem todas as músicas selecionadas são realmente sobre o fim do mundo já que todo apocalipse, em sua essência, tem mais a ver mesmo com a extinção do ser do que com o fim do planeta (foda-se o planeta, cara) e o tracklist segue por essa linha.
sem falar que eu também quis evitar algumas músicas clichês quando se trata desse assunto, portanto nada de r.e.m, por exemplo. mas botei uma ou outra vinheta engraçadalha para pelo menos a gente morrer com um sorriso no rosto, mas isso você só vai descobrir se ouvir a mixtape.
* tracklist:
Roberto Carlos – “O Show Já Terminou”
Cidadão instigado – “Calma!”
Gal Costa – “Com Medo, Com Pedro”
Tame Impala – “Apocalypse Dreams”
Peter Paul & Mary – “Early In The Morning”
Buffalo Springfield – “For What Its Worth”
Novos Baianos – “Dê um Rolê”
Dirty Projectors + Bjork – “When the World Comes to an End”
Peggy Lee – “Is That All There Is”
Elvis Costello – “Waiting for the End of the World”
Prince – “1999″
Skeeter Davis – “End Of The World”
Gal Costa – “Cultura e civilização”
Jimi Hendrix – “Third Stone From The Sun”
Gilberto Gil – “Não Tenho Medo da Morte”
não estou conseguindo botar o player neste post então clique aqui e ouça direto no mixcloud.
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em 1969 o velvet underground fez uma série de três shows em boston num clube chamado the boston tea party, sendo que o terceiro show acabou sendo gravado por alguém que botou um gravador na frente do amplificador da guitarra do lou reed.
no registro quase não se ouve o resto da banda, apenas o barulho ensurdecedor da guitarra raivosa do lou reed. posteriormente essa gravação virou um bootleg que ganhou o nome de the legendary guitar amp tapes.
pois bem, eis que agora alguém pegou algumas músicas desse bootleg e mixou com outras de um show do velvet em dallas no mesmo ano e jogou sobre uma edição de quarenta minutos de “o despertar da besta”, filme de 1969, do zé do caixão.
o resultado é uma viagem espetacular. confira.
roubartilhei do dangerous minds na cara dura mesmo. tô nem aí.
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