gostei do conceito e resolvi criar esta nova seção que aparecerá por aqui sempre que me der na telha. já começo pegando pesado com o primeiro (e, na minha opinião, o melhor compositor) punk. com vocês, as palavras.

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“blank generation” – richard hell & the voidoids

I was sayin let me out of here before I was
even born–it’s such a gamble when you get a face
It’s fascinatin to observe what the mirror does
but when I dine it’s for the wall that I set a place

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

Triangles were fallin at the window as the doctor cursed
He was a cartoon long forsaken by the public eye
The nurse adjusted her garters as I breathed my first
The doctor grabbed my throat and yelled, “God’s consolation prize!”

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

To hold the t.v. to my lips, the air so packed with cash
then carry it up flights of stairs and drop it in the vacant lot
To lose my train of thought and fall into your arms’ tracks
and watch beneath the eyelids every passing dot

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time


o argumento do vídeo tá errado dizendo que as mídias sociais são o novo punk rock. mídias sociais, na maioria das vezes, não têm nada a ver com atitude e vontade de mudar as coisas. o certo seria focar na internet como um todo. mas dá pra ter uma noção.


sobre música

04Jul09

para franz, é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como embriaguez. dificilmente nos aturdimos com um romance ou um quadro, mas podemos nos inebriar com a “nona” de bethoven, com a “sonata para dois pianos e percussão” de bartók, e com uma canção dos beatles. franz não faz distinção entre a música erudita e a música ligeira. essa distinção lhe parecia hipócrita e ultrapassada. gostava igualmente do rock e de mozart. para ele, a música é libertadora: ela o liberta da solidão e da clausura, da poeira das bibliotecas, e lhe abre no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar. gosta de dançar e lamenta que sabina não compartilhe com ele essa paixão.

estão jantando num restaurante e os alto-falantes acompanham sua refeição com uma música barulhenta e ritmada. sabina diz: ‘é um círculo vicioso. as pessoas se tornam surdas porque aumentam cada vez mais o volume. mas, como se tornam surdas, só lhes resta aumentar o volume’.

‘você não gosta de música?’, pergunta franz. ‘não’, diz sabina. depois acrescenta: ‘talvez se vivesse numa outra época…’. e pensa na época de johann sebastian bach. em que a música se assemelhava a uma rosa desabrochada na imensa planície do silêncio coberta de neve. o barulho sob a máscara da música a perseguia desde que ela era muito jovem. quando estudava na escola de belas artes, tinha que passar férias inteiras no canteiro da juventude, como se dizia então. os jovens ficavam instalados em barracas coletivas e trabalhavam na construção de altos-fornos. das cinco da manhã às nove da noite os alto-falantes cuspiam uma música ensurdecedora. tinha vontade de chorar, mas a música era alegre e não se podia escapar a ela em nenhum lugar, nem nos banheiros, nem na cama embaixo das cobertas, havia alto-falantes em toda parte. a música era como uma matilha de cães soltos sobre ela.

 pensava então que o universo comunista era o único em que reinava essa barbárie da música. no exterior, constatou que a transformação da música em barulho é um processo planetário que leva a humanidade a entrar na fase histórica da feiúra total. a feiúra no sentido absoluto começou a se manifestar pela onipresença da feiúra acústica: os automóveis, as motos, as guitarras elétricas, os marteletes, os alto-falantes, as sirenes. a onipresença da feiúra visual não demoraria a aparecer.

jantaram, subiram para o quarto, fizeram amor. depois, no limiar do sono, as idéias começaram a se embaralhar na cabeça de franz. lembrou-se da música barulhenta do restaurante e pensou: ‘o barulho tem uma vantagem. em meio a ele não se ouvem as palavras’. desde a mocidade, não fazia outra coisa senão falar, escrever, dar cursos, inventar frases, procurar fórmulas, corrigi-las, logo as palavras não tinham mais nada de exato, seu sentido se esfumaçava, perdiam o conteúdo e delas sobravam apenas migalhas, partículas, poeira, areia, que flutuava no cérebro dele, que lhe dava enxaqueca, que era sua insônia, sua doença. e sentiu então uma vontade confusa e irresistível de uma música imensa, de um barulho absoluto, de uma bela e alegre algazarra, que englobaria, inundaria, destruiria todas as coisas, que anularia para sempre a dor, a vaidade, a insignificância das palavras. a música era a negação das frases, a música era a antipalavra! tinha vontade de ficar com sabina num longo abraço, de calar, de não pronunciar mais uma só frase e de deixar o prazer confluir para o clamor orgíaco da música. nessa bem-aventurada algazarra imaginária, adormeceu. – milan kundera em “a insustentável leveza do ser”.

sem mais.


sempre lançando um clipe melhor que o outro.


show do neil young ontem no hyde park, em londres. daí ele, como de costume nesta turnê, começa a tocar “a day in the life”, dos beatles, quando no meio da música ninguém menos que paul mccartney invade o palco e começa a cantar. FODA.


you & I

26Jun09

wilco e feist tocando “you & I” juntos pela primeira vez ao vivo durante show em los angeles ontem. das melhores do excelente “wilco (the album)”, disco novo da banda.


melhor homenagem ao cara até agora.


mj

R.I.P


apareceram as primeiras imagens (fantásticas) do filme. dá para ver mais, em hd e superzoom, aqui.

foda, hein.


george ainda trombou com ele uma segunda vez…




a

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